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Quanto vale seu sim se você nunca diz não?

Essa não é uma pergunta retórica.

Ela aponta para um ponto preciso da experiência de quem decide, lidera e sustenta.

Em algum momento, o sim deixa de ser escolha e passa a ser reflexo.

E quando isso acontece, algo começa a custar caro — ainda que ninguém veja.

Psicanálise aplicada à liderança e à tomada de decisão

O custo emocional do sim constante

Muitas pessoas não sofrem por falta de competência.

Sofrem por excesso de responsabilidade não revisada.

O sim costuma nascer de lugares compreensíveis:

  • Responsabilidade,
  • Cuidado,
  • Desejo de preservar relações,
  • Medo de conflito.

Quando o problema não é dizer sim, mas não poder dizer não

O problema raramente é “assumir demais”.
O problema é quando não existe mais espaço interno para escuta antes da resposta.

Quando o não se torna impensável.
Quando dizer sim é mais fácil do que sustentar uma posição própria.

Isso não é fraqueza.
É padrão.

Padrões aprendidos, mantidos e nunca revisados
começam a cobrar um preço quando o tempo avança
e as decisões se acumulam.

Um padrão frequente entre líderes e decisores

Em posições de liderança, esse movimento costuma aparecer assim:

  • Assumir para não frustrar,
  • Ceder para evitar tensão,
  • Decidir para aliviar, não para sustentar,
  • Silenciar para manter a paz,
  • Seguir funcionando enquanto algo interno fica suspenso.